Além das paredes, dos móveis,
principalmente o espelho,
principalmente o relógio.

Além das portas com seus caminhos,
Além da janela com seu pensar,
Estão as palavras.

As palavras pousadas aqui e ali,
sem poeira.
Límpidas, nítidas, como objetos de ouro.
Sobre elas amanhece e anoitece.
São invulneráveis.
Fiéis a si mesmas.

As palavras não morrem.
Tão leves e cheias de eternidade.
E assim estão em redor de nós,
com sua substância,
e há dentro delas eternos olhos
que nos fitam.

principalmente o relógio.

Além das portas com seus caminhos,
Além da janela com seu pensar,
Estão as palavras.

As palavras pousadas aqui e ali,
sem poeira.
Límpidas, nítidas, como objetos de ouro.
Sobre elas amanhece e anoitece.
São invulneráveis.
Fiéis a si mesmas.

As palavras não morrem.
Tão leves e cheias de eternidade.
E assim estão em redor de nós,
com sua substância,
e há dentro delas eternos olhos
que nos fitam.

Cecília Meireles
Minha linda Pérola Negra, através do olhar,além das palavras, vamos sempre de encontra aos mistérios da alma. Que belo poema da imortal Cecília Meireles, muito bom, adorei.
ResponderExcluirForte abraço e beijos mil.
Caurosa
recitei esse poema na escola ..ele é muiito lindo
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