sábado, 22 de maio de 2010

Versos Literários

Nos poucos momentos de tempo livre que tenho, aproveito para me deleitar com a Literatura. O livro que atualmente tenho em mãos é: "As Pupilas do Senhor Reitor", um romance português do escritor Joaquim Guilherme Gomes Coelho, cujo pseudônimo era Júlio Dinis.
O autor era médico e, quando começou a escrever, passou a utilizar esse pseudônimo porque os romancista daquela época (século XIX) eram mau vistos. Mas o sucesso de seus livros foi tão grande, que ele abandonou a medicina para se dedicar às letras.Seus romances são ingênuos, bucólicos e otimistas.
O poema é realmente encantador. Então, fica aí a sugestão de uma boa leitura!
Fiquem com um trecho do livro em que, a personagem Daniel das Dornas canta o seu encantamento a uma morena:


Morena, morena,
Dos olhos castanhos,
Quem te deu, morena,
Encantos tamanhos?

Encantos tamanhos
Não vi nunca assim,
Morena, morena,
Tem pena de mim.


Morena, morena,
Dos olhos rasgados,
Teus olhos, morenas,
São os meus pecados.

São os meus pecados
Uns olhos assim,
Morena, morena,

Tem pena de mim.

Morena, morena,
De olhos galantes,
Teus olhos, morena,
São dois diamantes.


São dois diamantes
Olhando-me assim.
Morena, morena,
Tem pena de mim.

Morena, morena,

Dos olhos morenos,
O olhar desses olhos
Concede-me ao menos.

Concede-me ao menos,
Não sejas assim.
Morena, morena,
Tem pena de mim.




domingo, 9 de maio de 2010

Obrigada Deus!


SER MÃE

Antes de ser mãe eu fazia
e comia os alimentos ainda quentes

Eu não tinha roupas manchadas.
Eu tinha calmas conversas ao telefone.

Antes de ser mãe eu dormia
o quanto eu queria
e nunca me preocupava
com a hora de ir para a cama.
Eu não me esquecia de
escovar os cabelos e os dentes.

Antes de ser mãe eu limpava
minha casa todo dia.
Eu não tropeçava em brinquedos
nem pensava em canções de ninar.

Antes de ser mãe eu não me preocupava
se minhas plantas eram venenosas ou não.
Imunizações e vacinas eram
coisas em que eu não pensava.

Antes de ser mãe ninguém vomitou nem fez xixi em mim,
nem me beliscou sem nenhum cuidado,
com dedinhos de unhas finas.

Antes de ser mãe eu tinha
controle sobre a minha mente,
meus pensamentos, meu corpo e meus sentimentos.
... eu dormia a noite toda ...

Antes de ser mãe eu nunca tive
que segurar uma criança chorando
para que médicos pudessem
fazer testes ou aplicar injeções.
Eu nunca chorei olhando
pequeninos olhos que choravam.
Eu nunca fiquei gloriosamente feliz
com uma simples risadinha.
Eu nunca fiquei sentada horas
e horas olhando um bebê dormindo.
Antes de ser mãe eu nunca
segurei uma criança só por
não querer afastar meu corpo do dela.
Eu nunca senti meu coração se despedaçar
quando não pude estancar uma dor.
Eu nunca imaginei que uma
coisinha tão pequenina pudesse
mudar tanto a minha vida.
Eu nunca imaginei que pudesse
amar alguém tanto assim.
Eu não sabia que eu adoraria ser mãe.

Antes de ser mãe eu não conhecia a sensação
de ter meu coração fora do meu próprio corpo.
Eu não conhecia a felicidade de
alimentar um bebê faminto.
Eu não conhecia esse laço que
existe entre a mãe e a sua criança.
Eu não imaginava que algo tão pequenino pudesse
fazer-me sentir tão importante.

Antes de ser mãe eu nunca me
levantei à noite a cada 10 minutos
para me certificar de que tudo estava bem.

Nunca pude imaginar o calor,
a alegria, o amor, a dor
e a satisfação de ser uma mãe.

Eu não sabia que era capaz
de ter sentimentos tão fortes.

Por tudo e, apesar de tudo, obrigada, Deus ,
por eu ser agora um alguém tão
frágil e tão forte ao mesmo tempo.

Obrigada Deus por me permitir ser Mãe!





Parabéns a todas as Mamães e Papais-mãe (como meu Marido)!



sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Olá Pessoal,
Logo, logo estarei de volta!!!!!!!!
Aguardem as novidades!

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Além das paredes, dos móveis

Além das paredes, dos móveis,
principalmente o espelho,
principalmente o relógio.



Além das portas com seus caminhos,
Além da janela com seu pensar,

Estão as palavras.



As palavras pousadas aqui e ali,
sem poeira.
Límpidas, nítidas, como objetos de ouro.


Sobre elas amanhece e anoitece.
São invulneráveis.
Fiéis a si mesmas.



As palavras não morrem.
Tão leves e cheias de eternidade.


E assim estão em redor de nós,
com sua substância,
e há dentro delas eternos olhos
que nos fitam.




Cecília Meireles


sexta-feira, 17 de julho de 2009

Qual é o plural?



Há palavras que só se usam no plural, como ''núpcias'', ''lápis'', ''ônibus'' etc.
''Fezes'', ''pêsames'', ''óculos'' e ''parabéns''
possuem formas no singular, mas ninguém as emprega (ainda bem!), nem teria coragem de empregá-las.

Apesar de a forma "parabém" estar nos dicionários, você teria coragem de dizer a alguém "Meu parabém pelo que você conquistou"? Diria " Manifesto meu pêsame pela morte dele"?
Esses substantivos são normalmente empregados no plural.

PLURAIS POLÊMICOS


Você sabe qual é o plural de ''gravidez''?
E aí, conseguiu?
Isso é tão simples. O plural desse substantivo segue o de qualquer palavra terminada em ''z'':
''luz/luzes'', ''raiz/raízes'', ''juiz/juízes'', ''avestruz/avestruzes'', então, ''gravidez/gravidezes''.


E o de ''júnior''?
Para esse também não há mistério!
O plural dessa palavra é simples
assim como gravidez.
As palavras terminadas em ''r'' fazem o plural com o simples acréscimo de ''es'', como ''mulher/mulheres'', ''colher/colheres''.

Com ''júnior'' não poderia ser diferente. Basta acrescentar ''es'' - juniores - , o problema é que ocorre o deslocamento da vogal tônica, que deixa de ser ''u'' e passa a ser ''o''.
Leia ''juniores'' com força no
''o'', fechado, como ''o'' de bolha.


Como ficam as palavras "qualquer", "degrau" e "álcool" no plural?
Para a palavra
"qualquer" não vale a regra do acréscimo de ''es'' porque essa é uma palavra composta (''qual'' + ''quer''), então, seu plural ''quaisquer'' leva em conta seu processo de formação: o plural de ''qual'' é ''quais''; ''quer'' é verbo e não tem plural.

Plural de palavras terminadas em ''al'' é feito com a terminação ''ais'' - ''general/generais'', ''animal/animais'', ''especial/especiais'', ''geral/gerais''. E o plural de palavras terminadas em ''au''?
Nada de ''ais''. Basta acrescentar ''s'' - ''grau/graus'', ''nau/naus'', ''pau/paus'', então, ''degrau/degraus''.

O de ''álcool'' é ''álcoois''. Note que a sílaba tônica se mantém. Essa é uma das tantas palavras de origem árabe que há em nossa língua.



domingo, 12 de julho de 2009

Homenagem ao Meu Amor

Canção de Nós Dois

Tudo quanto na vida eu tiver, tudo quanto de bom eu fizer, será de nós dois, será de nós dois.

Uma casa num alto qualquer, com um jardim e um pomar se couber, será de nós dois, será de nós dois.

E depois, quando a gente quiser, passear, ir pra onde entender, não importa onde a gente estiver, Estaremos a sós.

E depois quando a gente voltar, a menina que a gente encontrar, será de nós dois, será de nós dois.

E de noite quando ela dormir, o silêncio do tempo a fugir, será de nós dois, será de nós dois.

E por fim, quando o tempo fugir, e a saudade nos der de nós dois, e a vontade vier de dormir, Sem ter mais depois. Dormiremos sem medo nenhum, pois aonde puder dormir um, Podem dormir dois, Podem dormir dois, Podem dormir dois.



Poema de Vinicius de Moraes em homenagem ao
Homem mais importante da minha vida,
Meu Marido, Carlos Augusto.


sábado, 4 de julho de 2009

Dicas de Português - Parte 1

Assim como há a moda das passarelas, há também a moda no "linguajar" das pessoas, isto é, no modo em que elas falam. A cada ano um restaurante entra na moda, um tipo de música, uma praia etc, e, com esse vai e vem, palavras e expressões também são adotadas momentaneamente por alguns usuários da Língua Portuguesa.

Um exemplo disso é a expressão "A nível de". Para quê, exatamente, essa expressão serve? A resposta é para nada. Se você puder evitá-la ao máximo, por favor, faça-o! Ela não passa de mais um modismo inútil.

"Eu sou de menor" ou "Eu sou menor"? O correto é "Eu sou menor".
"Eu ainda sou menor", por exemplo. É óbvio que o mesmo vale para "maior": "Ela já é maior".

"Vivo à custa de meu pai"
Muita gente diz que alguém vive "às custas do pai". A palavra "custa", no plural, refere-se a custos jurídicos; são despesas feitas com um processo criminal ou cível, como no exemplo: "Foi obrigado a pagar as custas do processo". Então, com outro sentido, a palavra fica no singular, como na seguinte frase "Ainda vive à custa de muito sacrifício".
"A costa" e "As costas"
"A costa" significa litoral - porção de terra banhada pelo mar - a costa do Brasil; a costa do Rio de Janeiro, por exemplo.
Já "As costas" são a parte (isso mesmo, são a parte) posterior do corpo humano: sentir dor nas costas.

"Féria" e "Férias"
"Féria", no singular, é o montante que se arrecada durante certo período numa casa comercial: "a féria do dia", "a féria do mês".
E a palavra "Férias", no plural, dispensa explicações.


Fonte: Português passo a passo com Pasquale Cipro Neto.