sábado, 4 de julho de 2009

Dicas de Português - Parte 1

Assim como há a moda das passarelas, há também a moda no "linguajar" das pessoas, isto é, no modo em que elas falam. A cada ano um restaurante entra na moda, um tipo de música, uma praia etc, e, com esse vai e vem, palavras e expressões também são adotadas momentaneamente por alguns usuários da Língua Portuguesa.

Um exemplo disso é a expressão "A nível de". Para quê, exatamente, essa expressão serve? A resposta é para nada. Se você puder evitá-la ao máximo, por favor, faça-o! Ela não passa de mais um modismo inútil.

"Eu sou de menor" ou "Eu sou menor"? O correto é "Eu sou menor".
"Eu ainda sou menor", por exemplo. É óbvio que o mesmo vale para "maior": "Ela já é maior".

"Vivo à custa de meu pai"
Muita gente diz que alguém vive "às custas do pai". A palavra "custa", no plural, refere-se a custos jurídicos; são despesas feitas com um processo criminal ou cível, como no exemplo: "Foi obrigado a pagar as custas do processo". Então, com outro sentido, a palavra fica no singular, como na seguinte frase "Ainda vive à custa de muito sacrifício".
"A costa" e "As costas"
"A costa" significa litoral - porção de terra banhada pelo mar - a costa do Brasil; a costa do Rio de Janeiro, por exemplo.
Já "As costas" são a parte (isso mesmo, são a parte) posterior do corpo humano: sentir dor nas costas.

"Féria" e "Férias"
"Féria", no singular, é o montante que se arrecada durante certo período numa casa comercial: "a féria do dia", "a féria do mês".
E a palavra "Férias", no plural, dispensa explicações.


Fonte: Português passo a passo com Pasquale Cipro Neto.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

LUTO


Michael Jackson morreu.
Quando exatamente isso aconteceu?
Bom, para mim, aquele menino de doce fisionomia,



morreu ao querer se transformar.
E, se transformar em quê?



Por que ele quis mudar a cor da pele?
Por que se enclausurar em uma "Neverland"?
Será que ele foi feliz assim?
Acredito que ele tenha tentado ser alguém, com um jeito próprio de ser e não conseguiu.
Ele apenas conseguiu ficar perdido, sem imagem definida, sem identidade.




Eu sinto falta, sinto saudade daquele menino de doce semblante.






segunda-feira, 22 de junho de 2009

De acordo com o Acordo

A existência de duas ortografias oficiais da Língua Portuguesa, a lusitana e a brasileira, foi considerada prejudicial ao Português e ao seu prestígio no mundo.
Por iniciativa da Academia Brasileira de Letras, em consonância com a Academia das Ciências de Lisboa, com o objetivo de minimizarem os inconvenientes dessa situação, foi aprovado o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.
Entende-se por Acordo Ortográfico a unificação do registro gráfico (o que não altera a pronúncia das palavras modificadas) dos países lusófonos, isto é, que têm o Português como língua oficial (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste).


AS PRINCIPAIS MUDANÇAS:

* ALFABETO - Com a incorporação das letras K, W e Y, o nosso alfabeto passa a ter 26 letras.

* TREMA - O trema deixa de ser utilizado, salvaguardando-se apenas em palavras e nomes estrangeiros.

* ACENTUAÇÃO GRÁFICA:

-Acento agudo: ele desaparece nos ditongos abertos ei e oi das palavras paroxítonas. Exemplo: assembleia, jiboia, heroico, onomatopeia etc.

-Acento diferencial: esse não será mais usado nos seguintes casos: para (do verbo parar), pela/pelo (do verbo pelar), polo (o substantivo) e pera (a fruta). No entanto, duas palavras, obrigatoriamente, continuarão recebendo o acento diferencial: Pôr (verbo) e pôde (o verbo conjugado no passado).
Observação: em fôrma/forma, o acento é facultativo.

-Acento circunflexo: o acento circunflexo não será mais usado nas palavras terminadas em oo. Exemplo: enjoo, voo, abençoo, coroo, magoo, perdoo, nos verbos crer, dar, ler, ver e seus derivados conjugados em terceira pessoa do plural. Exemplo: creem, deem, leem veem, descreem, releem, reveem.

* HÍFEN - O hífen deixa de ser usado nas seguintes situações:
a) quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com as consoantes s e r. Nesse caso, a consoante obrigatoriamente passa a ser duplicada. Exemplo: antirreligioso, antissemita,minissaia, contrarregra etc.

b) quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com uma vogal diferente. Exemplo: autoescola, autoaprendizagem, extraescolar etc. No entanto, o hífen permanece quando o prefixo termina com r (hiper, inter e super) e a primeira letra do segundo elemento também é r. Exemplo: hiper-requintado, super-resistente.
Ele também é empregado quando o prefixo termina com uma vogal e o segundo elemento começa com a mesma vogal. Exemplo: micro-ônibus, micro-ondas etc.

Nesta postagem eu procurei elucidar as principais mudanças do Acordo, pois aqui, neste espaço, você fica mais Perto das Letras.
Pérolas a Você!



sexta-feira, 19 de junho de 2009

Saudações, Amigos!

Olá,
Este espaço foi criado para você ficar "Perto das Letras".
É uma simples, rápida e gostosa forma de você apreciar e entender um pouco mais sobre a nossa Língua Portuguesa.
Sinta-se à vontade para fazer comentários, sugestões e críticas.
Seja muito bem-vindo!

Pérolas a Você!